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Pesquisadores da USP Desenvolvem Moléculas Antitumorais para Câncer Cerebral: Avanço Promissor

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🧪 A Inovadora Descoberta de Moléculas Antitumorais na USP

Em um avanço significativo para a pesquisa em oncologia no Brasil, cientistas da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram novas moléculas com potencial para combater tumores cerebrais agressivos, como o glioma e o glioblastoma. Liderada pela doutoranda Luciana Costa Furtado, a pesquisa partiu de modificações em um quimioterápico já conhecido, o belinostate, utilizado principalmente contra cânceres hematológicos. O trabalho, publicado na revista científica ACS Omega em 2 de fevereiro de 2026, destaca a capacidade dessas substâncias de eliminar células tumorais resistentes em testes laboratoriais.

A colaboração multidisciplinar envolveu a Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP) para síntese e caracterização das moléculas, o Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) para testes celulares, além de parcerias internacionais com a Universidade de Groningen, na Holanda, e a Universidade de Tübingen, na Alemanha. Esse esforço conjunto exemplifica como as universidades brasileiras estão na vanguarda da inovação em saúde, integrando química, biologia e computação.

Para quem acompanha carreiras acadêmicas, oportunidades em vagas de pesquisa em universidades como a USP são cada vez mais atrativas, especialmente em áreas de biotecnologia e farmacologia.

O Que é Glioblastoma e Por Que é Tão Desafiador?

O glioblastoma, também conhecido como glioblastoma multiforme (GBM), é um tumor cerebral primário de grau IV, classificado como o mais agressivo do sistema nervoso central. Ele se origina de células gliais, que suportam os neurônios, e caracteriza-se por crescimento rápido, invasão tecidual e alta heterogeneidade genética. Sintomas incluem dores de cabeça intensas, convulsões, náuseas, déficits neurológicos e alterações cognitivas, progredindo rapidamente.

No Brasil, estima-se cerca de 11 mil novos casos de câncer cerebral por ano, com o GBM representando aproximadamente 50% dos tumores malignos primários cerebrais. A incidência varia de 2 a 3 casos por 100 mil habitantes, com maior mortalidade no Sul do país devido a fatores regionais como envelhecimento populacional e acesso a diagnósticos. Globalmente, causa cerca de 200 mil mortes anuais, com sobrevida mediana de apenas 12-15 meses mesmo com tratamento padrão.

A barreira hematoencefálica (BHE), que protege o cérebro de substâncias tóxicas, dificulta a entrega de fármacos, enquanto células-tronco tumorais resistem à quimioterapia e causam recidivas. O tratamento atual envolve ressecção cirúrgica máxima segura, seguida de radioterapia e quimioterapia com temozolomida (TMZ), mas taxas de recidiva ultrapassam 90% em dois anos.

O Processo de Desenvolvimento Passo a Passo

A pesquisa começou com a seleção do belinostate, um inibidor de histona desacetilases (HDACs), aprovado para linfomas. Os pesquisadores sintetizaram 11 análogos modificados para melhorar a penetração cerebral e eficácia contra tumores sólidos.

  • Etapa 1: Síntese química na FCFRP-USP, alterando grupos funcionais para otimizar solubilidade e estabilidade.
  • Etapa 2: Caracterização físico-química para confirmar estruturas.
  • Etapa 3: Testes in vitro no ICB-USP em linhagens de glioma e glioblastoma, medindo viabilidade celular via MTT assay.
  • Etapa 4: Avaliação em células-tronco glioblastoma da Univ. Groningen, focando em apoptose e necrose.
  • Etapa 5: Modelagem computacional na Univ. Tübingen para prever farmacocinética, absorção, distribuição, metabolismo e excreção (ADME).

Quatro moléculas destacaram-se inicialmente, com duas – incluindo uma da classe dos ácidos hidroxâmicos – mostrando superioridade na eliminação de células resistentes.Esquema do processo de síntese de moléculas antitumorais na USP

Resultados Promissores dos Testes Laboratoriais

Nos experimentos, as moléculas induziram morte celular em concentrações nanomolares, superando o belinostate original em eficácia contra células-tronco. Simulações indicam capacidade de atravessar a BHE e acumular no tumor sem toxicidade excessiva em tecidos saudáveis. Luciana Costa Furtado destacou: “Elas podem estar relacionadas à resistência à quimioterapia e à recidiva do tumor”.

Esses achados posicionam a USP como líder em química medicinal, com potencial para patentes e spin-offs acadêmicos. Para profissionais interessados, confira oportunidades em pesquisa no site.

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Photo by Lucas Vasques on Unsplash

Artigo completo na ACS Omega

Comparação com Tratamentos Convencionais

  • Vantagens das novas moléculas: Maior seletividade para células-tronco, melhor penetração cerebral, mecanismo HDAC ampliado para sólidos.
  • Limitações atuais da TMZ: Resistência MGMT-promotora em 50% casos, neurotoxicidade, baixa sobrevida.
  • Potencial sinérgico: Combinação com imunoterapia ou radioterapia.

Enquanto o padrão ouro oferece 15 meses de sobrevida, essas moléculas poderiam estender para 24+ meses em fases clínicas.

Impacto para Pacientes Brasileiros e SUS

No contexto brasileiro, onde o SUS atende 80% dos casos oncológicos, inovações da USP podem reduzir custos com recidivas e importações. A região Sudeste, com USP em SP, concentra 40% dos casos, beneficiando diretamente. Estudos epidemiológicos mostram aumento de 20% na incidência em 10 anos devido ao envelhecimento.

Essa pesquisa reforça o papel das universidades públicas em saúde pública, inspirando políticas de fomento via FAPESP e CNPq.

Contexto da Pesquisa na USP e Colaborações Internacionais

A USP, maior universidade da América Latina, investe R$ 2 bi/ano em pesquisa, com FCFRP e ICB líderes em farmacologia. Colaborações globais elevam impacto, com publicações em Q1 journals. Outros projetos USP em GBM incluem reversão de resistência à radioterapia (2023).

Para acadêmicos, dicas para CV acadêmico ajudam em candidaturas a pós-docs aqui.

Laboratório de química na USP trabalhando com moléculas antitumorais

Desafios e Próximos Passos para Ensaios Clínicos

Desafios incluem validação pré-clínica in vivo (modelos murinos), toxicologia e escalonamento. Próximos: submissão ANVISA para fase I em 2027-2028, financiada por Finep ou internacionais. Riscos: variabilidade tumoral, efeitos off-target.

  • Testes animais para biodistribuição.
  • Otimização para formulação oral/injetável.
  • Parcerias pharma para GMP.

Implicações para a Pesquisa em Ensino Superior no Brasil

Essa publicação eleva o perfil da USP globalmente (QS top 100), atraindo talentos. Brasil produz 5% papers onco mundiais, mas precisa de mais funding. Universidades como USP formam 70% pesquisadores nacionais.Vagas em SP.

Perspectivas Futuras e Oportunidades de Carreira

Outlook otimista: novas terapias personalizadas via genômica. Para estudantes, programas de doutorado em química oncológica na USP oferecem bolsas CAPES. Explore vagas docentes, pós-docs e avaliações de professores. Conclusão: USP pavimenta caminho para tratamentos inovadores, impulsionando higher ed brasileiro.

Interessado em contribuir? Visite conselhos de carreira em educação superior e empregos universitários.

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Frequently Asked Questions

🧬O que são as novas moléculas antitumorais desenvolvidas pela USP?

São 11 análogos do belinostate, inibidor de HDACs, otimizados para tumores cerebrais. Duas destacam-se por eficácia em células-tronco.

👩‍🔬Quem liderou a pesquisa na USP?

Luciana Costa Furtado, durante doutorado, com equipes da FCFRP-USP e ICB-USP, mais colaborações Holanda e Alemanha.

🧠Qual o potencial dessas moléculas contra glioblastoma?

Eliminam células agressivas e resistentes in vitro, com bom perfil ADME para atravessar barreira hematoencefálica.

📚Quando foi publicada a pesquisa?

2 de fevereiro de 2026, na ACS Omega.

🏥Quais os tratamentos atuais para glioblastoma no Brasil?

Cirurgia, radioterapia e temozolomida via SUS, com sobrevida mediana de 15 meses.

⚠️Por que glioblastoma é difícil de tratar?

Heterogeneidade, invasão, BHE e células-tronco resistentes causam recidivas em 90% casos.

🔬Quais os próximos passos da pesquisa USP?

Testes pré-clínicos in vivo, toxicologia e submissão ANVISA para fase I.

🇧🇷Qual o impacto no Brasil?

Pode reduzir custos SUS e mortalidade, com ~11 mil casos cérebro/ano.

🏛️Como USP contribui para pesquisa oncológica?

Líder com R$2bi/ano investimento, parcerias FAPESP e internacionais.Vagas USP.

💼Onde encontrar carreiras em pesquisa como essa?

Pesquisa, pós-doc, conselhos em AcademicJobs.

📊Estatísticas de glioblastoma no Brasil?

Incidência 2-3/100k, 50% tumores cerebrais malignos, maior no Sul.