A Inauguração do Novo Campus em Ceilândia
A Universidade do Distrito Federal (UnDF), criada em 2021 para ampliar o acesso ao ensino superior público no Distrito Federal (DF), deu um passo significativo com a inauguração de seu novo campus em Ceilândia no dia 16 de março de 2026. O evento, presidido pelo governador Ibaneis Rocha, marcou a expansão da instituição rumo a uma estrutura multicampi, visando atender demandas regionais crescentes. A unidade tem capacidade para até 3 mil estudantes por turno, com previsão inicial de 500 a 600 alunos neste semestre, reduzindo deslocamentos para jovens de áreas periféricas como Ceilândia, a região administrativa mais populosa do oeste do DF, com cerca de 350 mil a 400 mil habitantes.
Durante a cerimônia, o governador destacou a importância da iniciativa como parte de uma cadeia educacional completa, do berçário à universidade, promovendo inclusão social e desenvolvimento local. A reitora pro tempore Simone Benck enfatizou a alta demanda regional, com 20 a 25 mil concluintes do ensino médio anualmente sem vagas suficientes em universidades públicas ou empregos qualificados.
História e Evolução da UnDF
Sonhada desde a fundação de Brasília e prevista legalmente desde os anos 1990, a UnDF foi formalmente estabelecida pela Lei Complementar nº 987, de 26 de julho de 2021. Nomeada em homenagem ao Professor Jorge Amaury Maia Nunes, a universidade pública distrital iniciou operações com seu primeiro campus no Lago Norte, em junho de 2022, no CA 2, cedido pela Terracap. Hoje, atende 1.631 alunos em 19 cursos de graduação, com cerca de 900 ingressantes por ano via Sistema de Seleção Unificada (SiSU) ou Processo Seletivo Estudantil (PSE), operando próximo ao limite de capacidade.
A expansão reflete o crescimento de 77% nas matrículas em unidades públicas de ensino superior do GDF entre 2019 e 2024, passando de 773 para mais alunos, impulsionado por novas graduações como Psicologia, Nutrição e Ciências Econômicas em 2025. O modelo multicampi visa descentralizar o ensino, com unidades em Lago Norte (artes e licenciaturas), possíveis em Samambaia e agora Ceilândia.
Por Que Ceilândia? Uma Escolha Estratégica
Ceilândia foi selecionada devido à sua densidade populacional e baixa oferta local de ensino superior público. Com IDH médio e desigualdades persistentes – apenas 26% da população negra (57,8% do DF) tem ensino superior completo –, a região enfrenta barreiras de acesso, como longos deslocamentos e custos de transporte. O novo campus alinha-se à missão da UnDF de promover equidade, especialmente para egressos da rede pública, via cotas e programas como o Projeto UnDF Vai à Escola, que orienta alunos de ensino médio.
Saiba mais sobre a UnDF no site oficial, onde detalhes sobre campi e seleções estão disponíveis.
Infraestrutura Moderna e Recursos
O campus oferece salas de aula equipadas, biblioteca, laboratórios especializados (para saúde e ciências), auditório, áreas administrativas e estacionamento. Projetado para acessibilidade, atende normas de inclusão, com foco em cursos práticos como Enfermagem (integral, 4 anos). Investimento de R$ 25 milhões em 2026 suporta expansão, incluindo nomeações de 110 docentes e 35 técnicos.
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Cursos Oferecidos e Processo de Ingresso
Iniciando com Enfermagem, Letras (Português e Inglês), Atuação Cênica, Gestão Ambiental, Psicologia, Nutrição e Gestão da Tecnologia da Informação, o campus prioriza áreas de alta demanda regional como saúde e educação. Ingresso via SiSU (160 vagas em Medicina e Enfermagem em 2026) ou PSE, priorizando rede pública (85% das vagas).
- Enfermagem: Bacharelado integral, foco em cuidados primários.
- Psicologia: Novo em 2025, atende saúde mental regional.
- Nutrição: Bacharelado para demandas alimentares locais.
- Gestão Ambiental: Licenciatura/tecnólogo para sustentabilidade.
Vagas remanescentes (214 em 2025) mostram flexibilidade.
Impacto no Acesso e Equidade Educacional
A iniciativa combate desigualdades: no DF, pretos/pardos quintuplicaram ensino superior desde 2000, mas gaps persistem (37,9% homens negros com diploma em subempregos). Localizando ensino público, reduz evasão por custos (transporte até Plano Piloto). Políticas de permanência (bolsas, auxílios) consolidam inclusão.
Perspectivas dos Estudantes e Desafios
Enquanto celebra expansão, estudantes do Campus Norte protestam transferência para prédio alugado no IESB (R$110M/5 anos), temendo evasão (até 50% em turmas), custos extras e desvio de recursos de bolsas. Diretório Central Acadêmico (DCA) exige suspensão, priorizando construção em terreno público. Vice-reitor Sérgio Carreira defende multicampi para demanda.
Planos Futuros e Investimentos
Expansão continua com mais campi (Samambaia?), novos cursos e R$25M em 2026. Integração com ESCS (Escola Superior de Ciências da Saúde) via SiSU fortalece saúde. Meta: mais 900 ingressantes/ano, reduzindo desigualdades.
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Contexto Mais Amplo: Ensino Superior no DF
DF lidera escolaridade (Censo 2022), mas periferias como Ceilândia sofrem gaps. UnDF complementa UnB/IFB, com foco distrital. Cotas ampliaron diversidade, mas permanência exige auxílios.
Visão para o Futuro e Oportunidades
O campus impulsiona desenvolvimento local, preparando profissionais para saúde, educação e ambiente. Para candidatos, monitore SiSU/PSE; para profissionais, vagas docentes crescem. UnDF posiciona-se como pilar de equidade no DF.
