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Prótons Perdem Energia da Mesma Forma na Água Líquida e Gelo Amorfo: Descoberta Brasileira Revoluciona Terapia Contra Câncer

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A Descoberta que Equilibra Água Líquida e Gelo Amorfo na Interação com Prótons

Uma pesquisa recente revela que prótons perdem energia de forma idêntica na água líquida e no gelo amorfo, uma descoberta com potencial transformador para a terapia com prótons no tratamento de câncer. Essa equivalência, calculada em uma faixa de energias de 0,001 a 10 MeV, resolve incertezas cruciais em simulações médicas e astrofísicas. No Brasil, pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN-SP), ligado à USP, lideram essa inovação, destacando o papel das universidades brasileiras em física médica avançada.

O estudo, publicado na Physical Review X em outubro de 2025, mostra que o poder de parada (stopping power) dos prótons é indistinguível entre essas fases da água, apesar de diferenças de densidade. Isso valida o uso de gelo amorfo em experimentos laboratoriais para simular tecidos biológicos aquosos, superando limitações técnicas em jatos de água líquida.

O Que é a Terapia com Prótons e Por Que Ela Importa?

A terapia com prótons, ou protonterapia, é uma modalidade de radioterapia que utiliza feixes de prótons acelerados para destruir células cancerígenas com precisão milimétrica. Diferente da radioterapia convencional com fótons (raios X), os prótons depositam a maior parte de sua energia no pico de Bragg – ponto final de sua trajetória –, minimizando danos a tecidos sadios circundantes. Essa técnica é ideal para tumores próximos a órgãos vitais, como cérebro, coração e medula espinhal, especialmente em crianças para reduzir riscos de segundos cânceres.

No mundo, mais de 100 centros operam protonterapia, tratando cerca de 300 mil pacientes anualmente. No Brasil, embora ainda não haja centros operacionais, projetos avançam: a Unicamp discute implantação de um Centro Avançado de Oncologia com protonterapia em parceria com o CNPEM, e a ANVISA aprovou o sistema ProteusONE da IBA em 2017. Estudos de custo-efetividade, como o PROMISE para meduloblastoma pediátrico, mostram economia de longo prazo em comparação à fotonoterapia.

Perda de Energia de Prótons: O Conceito Central

A perda de energia de prótons ocorre principalmente por excitação e ionização de elétrons no meio atravessado. O poder de parada eletrônica (ESP, na sigla em inglês) quantifica essa taxa, essencial para posicionar o pico de Bragg (~0,2 MeV). Em protonterapia, água líquida modela tecidos humanos (70% água), mas medições experimentais são desafiadoras devido à evaporação e variação de espessura em alvos líquidos.

Modelos como SRIM/TRIM subestimam o ESP abaixo de 0,2 MeV, gerando erros em planos de tratamento. O gelo amorfo, obtido por deposição de vapor em baixas temperaturas, oferece estabilidade experimental, mas sua equivalência à água líquida era incerta até agora.Busque vagas em física médica nas universidades brasileiras para contribuir com essas inovações.

Feixe de prótons em acelerador para terapia contra câncer

Fases da Água e Seus Desafios Experimentais

A água existe em vapor, líquido, gelo hexagonal (Ih) e gelo amorfo (Ia). Vapor é gasoso, Ih cristalino, líquido desordenado e Ia vítreo, sem estrutura cristalina. Densidades variam: líquido 1 g/cm³, Ia ~0,94 g/cm³. Estudos prévios mostravam diferenças no ESP para elétrons de baixa energia, mas para prótons era desconhecido.

  • Vapor: ESP mais alto em baixas energias devido a baixa densidade.
  • Gelo hexagonal: Transições de fase afetam ESP acima de 0,5 MeV.
  • Líquido e amorfo: Idênticos, permitindo substituição experimental.

Essa equivalência surge porque interações próton-elétron dominam, e estruturas locais são semelhantes no líquido e amorfo.Explore oportunidades em São Paulo, polo de pesquisa nuclear.

Metodologia Inovadora: TDDFT-Penn

O time usou Teoria do Funcional da Densidade Dependente do Tempo em tempo real (TDDFT) combinada ao método Penn (TDDFT-Penn), não-perturbativo e eficiente computacionalmente. Modelaram água como esferas de jellium com densidades uniformes, incorporando funções de perda óptica de energia (ELF) experimentais via microscopia eletrônica.

Cálculos em supercomputadores como o cluster Sampa (IF-USP, FAPESP) processaram simulações por meses. Validado em polímeros orgânicos (Scientific Reports, 2024), estendido às fases da água. Futuros experimentos no Laboratório de Análises de Materiais por Feixes Iônicos (IF-USP) testarão DNA e células em gelo amorfo.Saiba mais sobre bolsas em pesquisa avançada.

a green abstract background with a drop of water

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Resultados: Equivalência Confirmada e Precisão Aprimorada

Gráficos mostram SCS (seção de choque de parada) normalizada idêntica para líquido e amorfo em toda faixa energética, divergindo de vapor (mais alto) e Ih (transições). Acordo excelente com dados experimentais para Ia e vapor. Para protonterapia, reduz erros no pico de Bragg, melhorando dose em tumores.

Fase da ÁguaDensidade (g/cm³)ESP no Pico de Bragg (~0,2 MeV)
Líquida1,0Idêntico ao amorfo
Amorfo0,94Idêntico à líquida
Hexagonal0,92Diverge acima 0,5 MeV
VaporBaixaMais alto em baixas E

Vagas em pesquisa nuclear no Brasil.

Impactos na Protonterapia: Precisão e Segurança

Na protonterapia, precisão no ESP permite planos de tratamento mais exatos, reduzindo margens de segurança e efeitos colaterais. Para meduloblastoma pediátrico, estudo brasileiro mostra custo-efetividade superior à fotonoterapia, poupando R$ milhões em sequelas. No Brasil, IPEN desenvolve microdosimetria para otimizar feixes.

Centros planejados: Unicamp (2024+), possíveis em SP e RJ. Globalmente, Bragg peak controlado evita sobredosagem em tecidos sadios.Projeto Unicamp.

Contribuição Brasileira: IPEN, USP e UFRGS na Vanguarda

Flávio Matias (IPEN pós-doc) liderou, com Pedro Grande (UFRGS, orientador doutorado) e Tiago Silva (IF-USP). Financiado FAPESP (projeto LHC-CERN, R$18M). IPEN mede feixes em phantoms; IF-USP cluster computacional. Joel Mesa (Unesp) elogia: "ponto cego fundamental resolvido".

Universidades brasileiras elevam física médica globalmente. Oportunidades para professores em física.

Laboratório IPEN com feixes de prótons

Aplicações Além da Medicina: Raios Cósmicos e Astrofísica

Em astrofísica, prótons cósmicos interagem com gelo amorfo em cometas e nuvens interestelares, gerando radiólise e moléculas orgânicas (origem da vida). Cálculos precisos refinam modelos. Para Brasil, potencial em missões espaciais.Pesquisa em Porto Alegre.

Desafios e Perspectivas Futuras

Desafios: validar em tecidos reais; centros brasileiros pendentes. Futuro: experimentos com biomoléculas em gelo amorfo (IF-USP); expansão método a polímeros. Protonterapia Brasil pode tratar 10 mil pacientes/ano inicialmente. Colabore via conselhos de carreira em higher ed.

Essa descoberta posiciona Brasil como referência em simulações quânticas para saúde.

Conclusão: Avanços Brasileiros na Luta Contra o Câncer

A equivalência na perda de energia de prótons reforça simulações precisas, acelerando protonterapia no Brasil. IPEN, USP e UFRGS lideram. Explore avaliações de professores, vagas em higher ed, conselhos carreira, empregos universitários, anuncie vagas.

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Frequently Asked Questions

O que significa perda de energia de prótons?

A perda de energia ocorre quando prótons interagem com elétrons, depositando energia no meio. Crucial para pico de Bragg em protonterapia.

🧊Por que água líquida e gelo amorfo são equivalentes?

Cálculos TDDFT-Penn mostram ESP idêntico (0,001-10 MeV), apesar densidades diferentes. Valida experimentos com gelo.

🩺Qual impacto na terapia contra câncer?

Melhora precisão Bragg peak, reduz danos sadios. Brasil planeja centros como Unicamp. Vagas em oncologia.

🇧🇷Quem liderou o estudo no Brasil?

Flávio Matias (IPEN), Pedro Grande (UFRGS), Tiago Silva (USP). FAPESP financiou.

🏥Protonterapia existe no Brasil?

Não centros operacionais, mas aprovações IBA e projetos Unicamp. Custo-efetivo para pediátrico.

💻Como o método TDDFT-Penn funciona?

Simulações quânticas não-perturbativas em supercomputadores, usando ELF experimental.

🌌Aplicações em astrofísica?

Modela raios cósmicos em gelo interestelar, reações químicas origem vida.

🔬Futuros experimentos planejados?

DNA/células em gelo amorfo no IF-USP.

🎓Por que Brasil contribui tanto?

IPEN expertise nuclear, FAPESP supercomputação. SP polo pesquisa.

📚Como entrar na área?

Graduação física/engenharia nuclear, pós IPEN/USP. Veja vagas universidades.

📈Pico de Bragg explicado?

Ponto máximo deposição energia, ~0,2 MeV, chave protonterapia.