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Exame de Sangue da FMABC Detecta Câncer de Mama Cedo com 95% Precisão

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A Revolução na Detecção Precoce do Câncer de Mama: O RosalindTest Desenvolvido pela FMABC

O câncer de mama continua sendo o tipo mais comum entre mulheres no Brasil, com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontando para cerca de 78.610 novos casos anuais no triênio 2026-2028. Apesar dos avanços na mamografia, a cobertura de rastreamento ainda é baixa, especialmente em áreas rurais e para mulheres mais jovens, resultando em diagnósticos tardios que reduzem as chances de cura. Nessa contexto, pesquisadores da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em parceria com a biotech LiqSci, apresentaram o RosalindTest®, um exame de sangue inovador que promete mudar esse cenário ao detectar a doença em estágios iniciais com 95% de precisão.

Esse avanço, nascido de estudos acadêmicos na FMABC, uma instituição renomada no ABC Paulista por sua excelência em medicina e pesquisa translacional, destaca o papel das universidades brasileiras na inovação em saúde. O teste utiliza biópsia líquida – uma técnica que analisa biomarcadores no sangue em vez de tecidos sólidos –, tornando o processo simples, não invasivo e acessível. A iniciativa reflete o compromisso da FMABC com a saúde pública, especialmente em regiões subatendidas.

Como Funciona o RosalindTest: Da Coleta de Sangue à Análise Molecular

O RosalindTest® baseia-se na detecção de genes induzidos por hipóxia, condições de baixa oxigenação comuns em tumores em desenvolvimento. O processo é direto e pode ser realizado em qualquer laboratório equipado com PCR digital (Reação em Cadeia da Polimerase digital), uma tecnologia que quantifica com precisão o RNA mensageiro – o 'mensageiro' genético que indica atividade gênica ativa.

  • Passo 1: Coleta de sangue venoso simples, sem preparo prévio, permitindo triagem anual a partir dos 30 anos.
  • Passo 2: Extração de RNA do plasma sanguíneo.
  • Passo 3: Amplificação e quantificação via PCR digital do biomarcador específico, mais ativo em células tumorais sob estresse.
  • Passo 4: Resultado em poucas horas: níveis elevados indicam risco, direcionando para mamografia confirmatória.

Diferente da mamografia, que detecta lesões visíveis, o teste identifica mudanças moleculares precoces, antes de nódulos palpáveis. Estudos prévios da FMABC, como o publicado na Scientific Reports em 2021, validaram genes hipóxicos como biomarcadores promissores em biópsias líquidas de pacientes com câncer de mama.

As Pesquisadoras por Trás da Inovação: Destaque para Mulheres na Ciência Brasileira

O projeto é liderado por uma equipe majoritariamente feminina, reforçando a contribuição das mulheres na pesquisa médica brasileira. Glaucia da Veiga, professora e pesquisadora do Laboratório de Análises Clínicas da FMABC, é uma das principais responsáveis. "Nos testes comparativos, o marcador apresentou níveis muito mais elevados nas mulheres com câncer de mama", explica ela.

Beatriz da Costa Aguiar Alves, doutoranda e colaboradora frequente em estudos oncológicos da instituição, contribuiu com análises moleculares. O reitor Fernando Luiz Affonso Fonseca, idealizador, destaca a relevância acadêmica: "95% dos casos detectados precocemente são curáveis". A FMABC, com tradição em oncologia, patenteou a tecnologia em parceria com LiqSci, biotech especializada em biópsias líquidas.

Pesquisadoras da FMABC Glaucia da Veiga e Beatriz Alves no laboratório do RosalindTest

Evolução do Projeto: Do Mestrado à Validação Clínica

O origem remonta a um mestrado concluído em 2020 na FMABC, avaliando moléculas para doenças crônicas. Inicialmente testado em 125 mulheres (com e sem câncer), identificou o biomarcador chave. Em 2022, expansão para validação em cenários reais. Até 2026, três estudos clínicos envolveram ~1.200 mulheres, confirmando 95% de acurácia.

Projeto-piloto com Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) levou o teste a 600 mulheres rurais em SP e CE, superando barreiras logísticas de mamografia. Resultados: detecção precoce em casos assintomáticos, ampliando acesso em regiões remotas.

Precisão e Validação: Por Que o RosalindTest se Destaca?

A precisão de 95% supera muitos testes em desenvolvimento global, comparável ao PSA para próstata. Em grupos controle vs oncológicos, níveis do biomarcador foram significativamente mais altos nos positivos. Sensibilidade e especificidade altas minimizam falsos positivos/negativos.

EstudoNúmero de MulheresPrecisãoPopulação
Inicial (2020)125~95%Saúde vs Câncer
Validação 1 (2022)~40095%Diversa
Piloto Rural (2026)60095%Rurais SP/CE

Dados baseados em PCR digital, validado por paper de 2021 na Nature.

Câncer de Mama no Brasil: Números Alarmantes e Necessidade de Inovação

O INCA projeta 78.610 novos casos/ano (2026-28), com Sudeste liderando risco (88/100mil mulheres). Cobertura mamográfica: ~58% urbana, 41% rural (2019), abaixo da meta OMS de 70%. Diagnósticos tardios em 30% dos casos elevam mortalidade. Testes como RosalindTest podem triplicar rastreamento, reduzindo custos SUS (R$ 1,2 bi/ano em mama).

Estimativa INCA 2026-2028 reforça urgência.

Comparação com Métodos Tradicionais: Complemento Perfeito à Mamografia

Mamografia (SUS: 40-69 anos, bianual) detecta tumores >1cm, mas falha em densa mama jovem. RosalindTest inicia triagem aos 30, sem radiação, custo baixo (~R$200 privado). Fluxo: Teste positivo → mamografia/US → biópsia. Reduz exames desnecessários em 70%.

  • Vantagens: Acessível rural, anual, precoce.
  • Limitações: Não diagnostica, confirma tipo; falsos positivos raros.

Impacto Social: Alcance Rural e Inclusão no SUS

Piloto Senar: 600 mulheres rurais testadas gratuitamente, identificando riscos precoces. Parceria LiqSci patenteou; dossiê Anvisa em andamento para registro. Meta: linha de cuidado SUS com RosalindTest como porta de entrada, potencializando 90% cura precoce.

Aplicação do RosalindTest em mulheres rurais pelo projeto FMABC-Senar

Reportagem CNN Brasil sobre o teste.

Contribuição da FMABC para a Pesquisa em Oncologia no Brasil

Como centro universitário, FMABC integra ensino, pesquisa e extensão. Laboratório de Análises Clínicas lidera biópsias líquidas; colaborações com ORCID mostram rede robusta. Inovação reflete NEP Brasil, priorizando saúde pública.

Perspectivas Futuras: Globalização e Novos Biomarcadores

Anvisa aprovação em 2027? Expansão para outros cânceres (próstata, ovário). Internacional: similar a Galleri (GRAIL), mas custo acessível. FMABC planeja mais trials, treinando profissionais SUS.

Desafios: Escala produção PCR digital, validação multicêntrica. Otimismo: "Pode universalizar rastreio", diz Glaucia da Veiga.

Lições para o Ensino Superior Brasileiro: Inovação Translacional

FMABC exemplifica como universidades podem impactar SUS. Investimentos FAPESP/CNPq essenciais; modelo para outras IES em biomarcadores. Carreiras em pesquisa oncológica florescem, com vagas em research jobs.

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Frequently Asked Questions

🩸O que é o RosalindTest®?

Exame de sangue (biópsia líquida) que mede atividade gênica hipóxia-induzida, detectando câncer de mama precoce com 95% precisão.

👩‍🔬Quem desenvolveu o teste?

Pesquisadoras da FMABC como Glaucia da Veiga e Beatriz Alves, com reitor Fernando Fonseca e LiqSci.

📊Qual a precisão do RosalindTest?

95% em estudos com 1.200 mulheres, distinguindo saudáveis de portadoras.

Substitui a mamografia?

Não, complementa: triagem inicial, mamografia confirma. Ideal para rurais/jovens.

🏥Quando disponível no SUS?

Dossiê Anvisa em curso; meta 2027 para linha de cuidado.

📈Quais stats câncer mama Brasil?

INCA: 78k casos/ano. Cobertura mamografia baixa (~58%).

🔬Como funciona PCR digital?

Amplifica/quantifica RNA mensageiro de genes tumorais precisamente.

👵Idade recomendada?

A partir 30 anos, anual; SUS mamografia 40-69 bianual.

🌾Impacto rural?

Piloto Senar testou 600 mulheres SP/CE, ampliando acesso.

🚀Futuro da tecnologia?

Expansão outros cânceres, trials globais. Paper base: Nature 2021.

🏫FMABC em oncologia?

Líder em biópsias líquidas; colaborações internacionais.